Faz algum tempo que já ouço esse tipo de pergunta... Como estou. Como? Em 80% das vezes eu minto. Ninguém quer saber realmente como estou, porque eu ainda estou tentado superar minha inutilidade, minha decepção.
Superar.
Como se faz algo desse tipo? Como você supera cada dia? Tenho me sentido praticamente uma frequentadora de reuniões de grupo de apoio. AA, AMA, ou qualquer outro tipo. Um dia de cada vez, a dor está ali... Como o vício. Está sempre ali. A vontade é de chorar rios e rios de lágrimas.
Burra? Já nem sei mais. Tem dias que tenho certeza absoluta de que não sirvo de nada... Assim como tem os dias que me considero brilhante por conseguir ser tão prática.
Já sei de uma coisa do meu futuro: se eu não fizer ele acontecer, vou morrer de desgosto e depressão.
Obrigada por tentar saber como estou, mas a última coisa que as pessoas querem é se conviver com gente depressiva... Ou tentando sair disso. As flores não são mais tão perfeitas, o céu nem é mais tão azul, o ar puro já nem parece mais ar... Quiçá puro.
E cá permaneço, tentando seguir meu caminho.
"Tristeza não tem fim, felicidade sim."
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Renatita Cavalcante
canceriana, estudante, doces, música, metamorfose ambulante, putz, caramba: paulista.






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